Osteoporose: estudos e prevenção

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Ontem foi comemorado o dia Mundial e Nacional da Osteoporose e com o aumento da população idosa, falar sobre o tema torna-se extremamente relevante.

A osteoporose é caracterizada como uma doença esquelética sistêmica, que segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), constitui um problema significativo de saúde pública em todo o mundo, aumentando o risco de fraturas, o que é portanto, uma causa importante de morbidade, mortalidade e prejuízo da qualidade de vida sobretudo em mulheres na pós-menopausa.

O principal objetivo do tratamento da osteoporose é a prevenção das fraturas, que pode se dar com o aumento dos níveis de cálcio por meio da administração de sais de cálcio.

No entanto, outros nutrientes podem estar relacionados a condição patológica.

Em um estudo recente, publicado na revista Bone, os pesquisadores investigaram a relação entre o consumo de vários nutrientes (43) e a densidade mineral óssea (DMO) em mulheres (n= 157) de meia-idade (38 e 76 anos).

Elas foram divididas em dois grupos: pré-menopausa (n = 46) e pós-menopausa (n = 111).

Os resultados mostraram que em mulheres na pré-menopausa, a ingestão diária de cálcio e Vitamina E (α-tocoferol) teve um efeito positivo em relação à densidade mineral óssea, sugerindo que essa associação pode auxiliar na preservação da massa óssea.

Em um outro estudo, publicado este mês pela Nutrients, os pesquisadores investigaram a exposição ambiental ao chumbo como suspeita de fator de risco para osteoporose (avaliada pela densidade mineral óssea – DMO) na população geral dos EUA.

Os dados envolveram 1859 adultos (≥40 anos), provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES), realizada em 2013-2014.

Os pesquisadores averiguaram que a exposição ao chumbo foi associada à diminuição da densidade mineral óssea do fêmur e da coluna vertebral na população estudada. Um alerta é que para confirmar estes achados mais pesquisas são necessárias.

Segundo a Diretriz brasileira para o diagnóstico e tratamento da osteoporose algumas medidas são recomendadas para mulheres na pós-menopausa, como segue:

– Intervenção sobre os fatores de risco que são modificáveis. Prática de atividade física, abandono do tabagismo, restrição de medicações sedativas e hipnóticas e outros motivos que possam reduzir a massa óssea.

– Para mulheres acima de 50 anos, é recomendado e seguro o consumo de até 1.200mg de cálcio ao dia, preferencialmente por meio da dieta, especialmente com o consumo de leite e derivados e, quando não for possível a ingestão de fontes nutricionais, é recomendável a administração de suplementos de cálcio, com avaliação de riscos e benefícios. Além da dosagem e avaliação da suplementação de vitamina conjuntamente.

 

Referências bibliográficas:

ODAI, T. et al. Bone Mineral Density in Premenopausal Women Is Associated with the Dietary Intake of α-Tocopherol: A Cross-Sectional Study. Nutrients. 2019 Oct 15;11(10).

WANG, W. J. The associations among lead exposure, bone mineral density, and FRAX score: NHANES, 2013 to 2014. Bone. 2019 Aug 22;128:115045.

RADOMINSKI, S. C. Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Rev bras reumatol, 57(S2):S452–S466, 2017.

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