Autocuidado em homens: faz a diferença na saúde?

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É comum ao pensar em autocuidado associar a ideia aos hábitos femininos, mas sabemos da importância da prática também para os homens.

O autocuidado envolve todas as esferas que um indivíduo possa adotar,  podemos dizer que é o cuidado de si, dar a si mesmo uma atenção, gerando e preservando a própria saúde.

Dados mostram que cuidados com alimentação, prática de exercícios físicos regulares, monitoramento do peso geram uma baixa adesão na população em geral, contribuindo para o aumento de doenças e da mortalidade.

E os homens?

Um estudo muito interessante publicado na revista Plos One este ano, avaliou a adesão dos pacientes com insuficiência cardíaca às recomendações de autocuidado, por meio de um estudo transversal, com 310 pacientes adultos com insuficiência cardíaca.

O autocuidado relacionado com a insuficiência cardíaca é processo que exige uma decisão espontânea e um comprometimento do paciente, pois consiste na realização de uma série de práticas relacionadas mudanças de hábitos de vida para o manejo da doença.

Estas mudanças vão desde  adotar uma dieta com baixo teor de sódio, tomar medicamentos prescritos adequadamente, manter-se fisicamente ativo, monitorar os sintomas de retenção de líquidos, evitar a ingestão de líquidos em excesso entre outras práticas, que dependem diretamente da disposição do paciente.

Os resultados do estudo mostraram que dos 310 participantes, apenas uma pequena parte (22,3%), seguiu às recomendações de autocuidado que receberam. Ou seja, a maioria não aderiu as recomendações.

O interessante é que os homens exibiram 2,3 vezes mais propensão a aderir aos  cuidados do que as mulheres, sendo que dos pacientes quem cumpriram as instruções e recomendações indicadas, os homens foram maioria.

Alguns fatores como informação e conhecimento  sobre sinais, sintomas e manejo de autocuidado na insuficiência cardíaca, também foram fatores relevantes para a adesão ao processo.

Independente do gênero o mais relevante a ser ressaltado, é que em todos os processos de mudança as pessoas precisam estar totalmente envolvidas e dispostas ao tratamento.

Vale uma reflexão sobre o assunto.

 

Referências bibliográficas:

Seid, M. A., Abdela, O. A., & Zeleke, E. G. (2019). Adherence to self-care recommendations and associated factors among adult heart failure patients. From the patients’ point of view. PLOS ONE, 14(2), e0211768. doi:10.1371/journal.pone.0211

https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0211768

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