Peptídeos Bioativos e leguminosas

0
2606

Por serem alimentos tão populares, muitas vezes as leguminosas têm seu valor nutricional esquecido, porém esse grupo de alimentos é fonte de Peptídeos Bioativos.

Os Peptídeos Bioativos são definidos como uma sequência curta de aminoácidos, unidos por meio de ligações peptídicas que possuem uma ou mais atividades biologicamente significativas no metabolismo humano

Uma pesquisa realizada no Brasil em 2018, identificou e testou um peptídeo presente no feijão-caupi, capaz de promover o controle dos níveis de colesterol e existem muitos relatos, de alimentos que podem conter compostos bioativos, a soja e seus derivados, o grão-de-bico, o tremoço-branco e outros feijões.

Falando em soja, esta leguminosa possui um amplo espectro de ação bioativa e hoje tem o maior número de peptídeos identificados. Dentre os seus peptídeos podemos indicar as ações antioxidantes, anti-hipertensivas, antimutagênica e também antimitótica, ou seja, capaz de auxiliar na inibição da proliferação do câncer.

Existem também outras leguminosas com ações anticolesterolêmicas além da soja e do feijão-caupi, o tramoço-branco é um deles, podemos destacar a mesma ação para o grão de bico.

Outras leguminosas apresentam ações anti-hipertensivas, como no caso da proteína hidrolisada do broto do feijão-mungo, dos grãos de feijões pinto, feijão-roxo, feijão-rosa, feijão-preto, feijão-branco, feijão-romano, feijão-caupi, grão-de- bico e lentilha.

Os feijões-mungo, variedade pinto, durango e negro8025, apresentam também propriedades anticarcinogênicas.

O mais interessante além das propriedades funcionais destes alimentos é a diversidade de espécies, o que pode levar a um consumo inadequado e assim causar efeitos adversos.

As leguminosas contém os chamados fatores antinutricionais (lecitinas e inibidores de proteases), que causa um desconforto após a ingestão. Dessa maneira é necessário um processo adequado de cocção deste alimento, para minimizar estes efeitos.

Portanto é necessário conhecer bem a espécie, seus peptídeos, seu modo de ação, forma de preparo e quantidade a ser consumida.

Os peptídeos das leguminosas são extremamente benéficos a saúde, o que gera um interesse em pesquisa-los. As questões vão desde o tipo e modo de processamento até mesmo se existiriam outros peptídeos formados a partir destes processos.

Para nós por enquanto, fica a proposta: Vamos experimentar um novo tipo de leguminosa?

 

Referências bibliográficas:

Fontanari, G.G.; Marques, R.M; Pepitídeos Bioativos das Leguminosas In: Pimentel, C. V. de M. B.; Elias, M. F.; Philippi, S. T. Alimentos funcionais e compostos bioativos.1ª. ed. Barueri (SP): Manole, 2019

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome