A importância da glutamina no organismo e como suplementá-la

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Os aminoácidos são vitais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis, pois são moléculas orgânicas que servem como unidade fundamental na formação de proteínas.

No corpo humano, existem vinte principais tipos que são divididos em: essenciais (que são aqueles que não somos capazes de sintetizar e, por isso, precisam ser ingeridos por meio de alguns alimentos) e não essenciais (que nosso organismo consegue sintetizar sozinho).

Contudo, estudos recentes levam à definição de uma terceira classe de aminoácidos, denominada “condicionalmente essencial” ou “nutricionalmente semiessencial”, cuja produção pode ser realizada pelos mamíferos, mas limitada por uma variedade de fatores. Entre esses elementos, destaca-se o fornecimento alimentar dos precursores apropriados, ou seja, alimentos que irão permitir que o corpo os produza, a maturidade e saúde do indivíduo.

Como exemplo, temos a glutamina, considerada o aminoácido mais abundante e versátil do corpo humano, responsável por funções importantíssimas no metabolismo e funções celulares, como:

  • Fornecer energia para as células.
  • Auxiliar no crescimento celular e no metabolismo lipídico.
  • Auxiliar na produção de proteínas para o músculo esquelético.
  • Atuar na proliferação de células da mucosa intestinal.
  • Auxiliar na secreção de insulina no pâncreas.
  • Gerar o antioxidante glutationa, que remove espécies reativas de oxigênio (ROS), evitando danos às células do intestino delgado e sangue arterial.

Embora seja produzida naturalmente na maioria das células e tecidos, diante de situações de estresse (doenças ou lesões, por exemplo), a glutamina pode precisar ser ingerida, pois costumam ocorrer aumento das necessidades energéticas no organismo.

Por isso, a glutamina atualmente faz parte dos protocolos de suplementação nutricional clínica e/ou é recomendada para indivíduos imunodeprimidos (pacientes com câncer, AIDS ou pós-cirúrgicos, por exemplo).

A dose é bastante variável de acordo com as necessidades individuais, porém, a suplementação de glutamina a longo prazo não deve exceder 40g/dia. Dessa forma, o ideal é que ocorra a medição da concentração de glutamina no plasma para verificar se há indicação para o tratamento, bem como a dosagem adequada.  No entanto, a maioria dos pacientes terá uma concentração de glutamina plasmática normalizada com a adição de 20-25 g/dia.

Por fim, é essencial que os profissionais de saúde tenham esse tipo de conhecimento para orientar os seus pacientes não apenas sobre possíveis suplementações, mas também sobre os alimentos ricos em glutamina que podem auxiliar no processo, como carnes vermelhas, produtos lácteos, alguns vegetais (alface, salsa, couve e rúcula) e frutas (tâmara, laranja e abacaxi).

Referência bibliográfica:

MAMEROW, M. M. et al. Dietary Protein Distribution Positively Influences 24-h Muscle Protein Synthesis in Healthy Adults. The Journal of Nutrition. 144: 876–880, 2014.

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