Microbiota intestinal e saúde em geral: as últimas descobertas da ciência

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Você sabia que Maio é o mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais, motivo pelo qual ele é conhecido por “Maio Roxo”? Por isso, no artigo desta semana, buscaremos entender quais são as bases para o desenvolvimento de patologias relacionadas a esse órgão tão importante para o corpo humano.

Nesse contexto, é importante mencionar um estudo recentemente publicado pela prestigiada revista Nature Reviews Microbiology sobre a microbiota intestinal (vale a pena ler o artigo na íntegra!). De acordo com descobertas observacionais alcançadas durante as últimas duas décadas, o estudo sugere que a microbiota intestinal pode contribuir para a saúde metabólica dos indivíduos, mas quando alterada, também influencia na patogênese de várias doenças comuns, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doença hepática não alcoólica, doenças cardíacas e desnutrição.

Contudo, ainda existem inúmeras lacunas que precisam ser esclarecidas pela ciência, principalmente por causa da incrível complexidade do microbioma intestinal que, ao contrário do que muita gente acredita, não é apenas composto por bactérias e arqueas, mas também por fungos, vírus bacteriófagos e vírus eucarióticos.

Mas será que existe um “padrão ouro” de referência para uma microbiota saudável? Segundo os pesquisadores, não! Isso se deve a uma enorme variação, especialmente nos níveis de taxonomia, entre indivíduos de diferentes características populacionais, como etnia, sexo, idade e estado de saúde.

Dessa forma, compreender que a microbiota intestinal humana é única, com variações estruturais substanciais entre os indivíduos é um importante ponto e, ao mesmo tempo, desafiador para a ciência, assim como para os profissionais de saúde.

Afinal, o fato é que as pesquisas já mostraram que o microbioma intestinal humano, com os trilhões de bactérias existentes, são uma imensa fábrica química que pode sintetizar uma infinidade de compostos necessários para nossa própria existência e sobrevivência, assim como de compostos que afetam todo o organismo.

Como agenda futura de pesquisa, os autores salientam que estudos baseados em sequenciamento e cultura combinados de microrganismos intestinais irão expandir o conhecimento sobre as interações dentro da microbiota intestinal e, dessa forma, criar novos caminhos mais eficazes para estabilizar a saúde metabólica do ser humano, ajudando a prevenir e até mesmo combater os distúrbios metabólicos que mais afetam a população!

Referência bibliográfica:

Fan, Y., & Pedersen, O. Gut microbiota in human metabolic health and disease. Nature Reviews Microbiology, 2020. Doi:10.1038/s41579-020-0433-9 

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