Doenças inflamatórias intestinais: conheça uma dieta que pode ajudar

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Doenças inflamatórias intestinais

Estamos no Maio Roxo, mês que enfatizamos a importância de se atentar a várias doenças intestinais, seja para prevenção como para tratamento. Por isso, entender o papel de alguns tipos de dietas sobre esses problemas que comprometem tanto a qualidade de vida das pessoas é fundamental. Entre elas, podemos destacar a dieta mediterrânea, que tem um impacto positivo nas doenças inflamatórias intestinais, como a Colite Ulcerativa e a Doença de Chron.

Isso é o que apontam alguns estudos científicos, entre eles um publicado recentemente na revista Inflamm Bowel Dis, que investigou o papel da dieta mediterrânea nas doenças inflamatórias intestinais em 140 pacientes.

Os pacientes foram avaliados e, por meio do relato alimentar, foram orientados a seguir indicações específicas para adequar a ingestão excessiva de proteínas, lipídios e doces, com as seguintes recomendações de porções:

  • Vegetais (≥2 porções a cada refeição)
  • Frutas (1–2 porções a cada refeição)
  • Pães e cereais (1–2 porções a cada refeição)
  • Azeite de oliva a cada refeição
  • Leguminosas (≥2 porções semanais)
  • Peixes/frutos do mar (≥2 porções semanais)
  • Ovos (2–4 porções semanais)
  • Aves (2 porções semanais)
  • Laticínios (2 porções diárias)
  • Baixo consumo de carne vermelha (<2 porções semanalmente)
  • Baixo consumo de doces (<2 doses semanais)

Os resultados mostraram que os indivíduos que aderiram à dieta tiveram redução no desenvolvimento da síndrome metabólica, redução no acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) e menos atividade da doença em pacientes com Doença de Crohn e Colite Ulcerativa. Isso porque aspectos nutricionais como desnutrição, acúmulo de tecido adiposo e doença hepática gordurosa não alcoólica são condições associadas à doença inflamatória intestinal (DII).

De forma mais abrangente, o estudo enfatiza a importância de uma abordagem multidimensional no manejo da doença, não se limitando ao tratamento da inflamação luminal, mas estendendo-se à correção do estado nutricional e da esteatose hepática. De acordo com o estudo, a relevância dessa abordagem parece ser notável no controle da doença com um possível efeito poupador de medicamentos, no bem-estar dos pacientes e na redução do risco de desenvolver outras enfermidades.

Por isso, que tal aproveitar o Maio Roxo para introduzir mais frutas, vegetais e peixes na sua rotina alimentar, assim como reduzir o consumo de doces e carnes vermelhas? Afinal, já está mais do que provado que esse tipo de dieta traz muitos benefícios para a nossa saúde!

Referência bibliográfica:

Chicco F, Magrì S, Cingolani A, Paduano D, Pesenti M, Zara F, Tumbarello F, Urru E, Melis A, Casula L, Fantini MC, Usai P. Multidimensional Impact of Mediterranean Diet on IBD Patients. Inflamm Bowel Dis. 2021 Jan 1;27(1):1-9. doi: 10.1093/ibd/izaa097. PMID: 32440680; PMCID: PMC7737160.

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